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ACTIVIDADES APCIMM
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Experiência da Família Barros com a Gripe A
Como sabem, a família Barros, faz parte da comissão instaladora da nossa associação. A seu pedido, disponibilizamos a sua experiência vivida, no combate à Gripe A, razão pela qual não lhe foi possível estar presente, na nossa primeira assembleia. Forte abraço para eles.
Encontros Imediatos da Família Barros com a Famosíssima Gripe A (H1N1 – Variante febre Suína) Tudo começou no domingo 01 de Novembro, á tarde… A nossa filha Rita, aluna do 4º ano começou a ficar prostrada, com dores de cabeça, os olhos “vidrados” pela subida rápida da febre e alguma sonolência. Até aqui, tudo não passaria de uma constipação ou eventualmente uma gripe sazonal. Procurámos baixar a febre com Brufen, mas na verdade esta parecia não ceder, e passadas algumas horas voltou a subir pelo que lhe demos um supositório Ben-U-Ron 500. Na manhã de segunda-feira, decidimos que a Rita não podia ir para o Colégio naquele estado. Então telefonámos ao Professor dela para o informar da situação da Rita e solicitar-lhe o envio para casa por e-mail da matéria que seria dada nas aulas a fim de mantermos em casa a matéria actualizada. Afortunadamente, o Professor informou-nos de que nesta semana não seria dada qualquer matéria pois inúmeras crianças estariam doentes com diversas patologias e um ou outro caso de Gripe A, aparentemente já confirmado. Durante todo o dia, a Rita teve febre alta (39º) que resistia ao Ben-U-Ron e cedia ligeiramente ao Brufen, mas por períodos muito curtos (+- 4 horas). Tentámos entrar em contacto com a pediatra assistente da Rita que permanecia incontactável. Decidimos então contactar a linha 808 24 24 24 que depois de um diagnóstico telefónico completíssimo (inclui-o confirmação directa com a nossa filha sobre o estado dela, o que lhe doía, se tinha tosse, expectoração, febre…), concluíram que a Rita deveria ser vista num Hospital pois tinha sintomas susceptíveis de um quadro clínico de Gripe A. Pouco tempo depois, conseguimos finalmente falar com a pediatra da Rita, que também é médica na Estefânia e que nos desaconselhou ir a qualquer Hospital com ela pois caso não tivesse a Gripe A, passaria a tê-la com toda a certeza. Disse-nos que o importante era tentar baixar a febre, hidratar bastante bebendo muitos líquidos e só se deveria ir ao hospital se a Rita começasse a ter falta de ar, houvesse vestígios de sangue nos espirros ou na expectoração ou ainda caso a febre não cedesse de qualquer forma. Assim fizemos e a verdade foi que a Rita começou a mostrar melhoras 24 horas após o inicio dos sintomas, passando a espaçar mais os períodos de febre, diminuindo a frequência da tosse e espirros, assim como as dores musculares. Passadas 36 horas, já conseguíamos dar-lhe o Brufen de 12 em 12 horas e ao quarto dia já não precisava de Brufen. No meio de toda esta preocupação, também nós ficámos com sintomas de gripe, tendo a minha mulher começado com arrepios, dores musculares e de ossos, tosse e espirros na Segunda-feira ao final da tarde e eu na madrugada de 3ªfeira. Graças aos Ben-U-Ron 1g e aos Aspegic1000, lá nos fomos mantendo “operacionais” para cuidarmos da nossa filha, mas a verdade é que os sintomas que tínhamos, sobretudo eu, eram algo diferentes das diversas gripes que já tivera no passado. A febre era mais alta (39,5º) do que habitualmente e tinha muitas dores em especial nos ossos das pernas e anca. A sensação era a mesma que temos quando entramos na água gelada do mar… . Na 5ª feira, decidimos que o melhor seria eu efectuar o despiste do H1N1, pois qualquer que fosse o resultado, poderíamos concluir com grande probabilidade de certeza qual o tipo de gripe que nos teria afectado a todos. Fi-lo ainda com sentido de responsabilidade e respeito pelo próximo, dado que se aproximava o dia da 1ª Assembleia de Pais para a constituição da APCIMM e não queria de forma alguma transmitir a outros o H1N1, caso fosse portador do mesmo. Dirigi-me então ao Centro de Medicina Laboratorial Dr. Germano de Sousa em Lisboa (passo publicidade) efectuando lá a título particular, a análise de despiste do H1N1 nas diferentes variantes. O preço desta análise foi de 60,00€. Passado 24horas, recebi no meu correio electrónico (conforme solicitado) o resultado desta análise e fui confrontado com o resultado positivo no H1N1 (nova variante suína) e negativo nas restantes (existe ainda o H1N1 sazonal e outros “H”). Não restava qualquer dúvida que nesse momento eu estava infectado com este vírus, e era portador do mesmo, portanto, um potencial disseminador da Gripe A. Uma vez conhecedor deste resultado, contactei a linha 808 24 24 24, e expliquei toda esta “trapalhada” tendo sido aconselhado que apesar de já terem passado 3 dias (dos famosos 7) e estar a melhorar em relação aos sintomas, nomeadamente, menos febre, não ter falta de ar, não apresentar vestígios de sangue na expectoração ou nos espirros, ainda assim deveria ser observado por um médico num SAG (Serviço de Atendimento á Gripe), enviando de imediato um fax de referenciação para consulta para aquele Serviço de Urgência. A experiência foi positiva. No sábado de manhã, eu e a minha família dirigimo-nos ao SAG que estranhamente não tinha qualquer fila de espera e fomos rapidamente observados por um médico, por sinal também era médico no Hospital Curry Cabral, que nos verificou a febre, auscultou-nos e por fim, esclareceu-nos todas as dúvidas que tínhamos sobre esta doença. Disse-nos (o que já sabíamos por experiencia própria) que esta gripe era nos seus sintomas igual a uma gripe sazonal, mas que teríamos menos tempo de febre e não teríamos a “famosa” expectoração verde, muito característica das gripes sazonais, porque este vírus, de uma maneira ou outra, destruía essas bactérias. Informou-nos que o grande perigo desta gripe são a pneumonias virais que esta pode provocar e que leva aos cuidados intensivos, uma vez que ao contrário das vulgares pneumonias bacterianas, não existe tratamento e portanto será muito difícil ultrapassar a doença. Disse também que as crianças e população em geral até aos 30 anos representam cerca de 80% dos afectados pelo Vírus H1N1, e que a população com mais de 65 anos apresenta grande imunidade, por no passado terem estado em contacto com a gripe asiática, registando-se apenas 2% de afectados até ao momento. Alertou-nos ainda para o perigo que este vírus representa para os OBESOS e GRÁVIDAS. Por fim, o médico alertou-nos para o facto de agora estarmos “vacinados” contra a Gripe A H1N1 (variante febre Suína), mas porque o organismo ainda está fraco, estamos naturalmente mais susceptíveis de “apanharmos” qualquer outra doença que nos rodeie. Voltando um pouco atrás, ainda na sexta-feira e paralelamente á chamada para a Linha 808 24 24 24, contactámos o Colégio, na pessoa do Professor da Rita, informando-o do resultado da análise e constatando que muito provavelmente a Rita também tem ou teve Gripe A, o que de facto veio a ser confirmado com a análise que fez sábado e cujo resultado recebeu no domingo. Pelo facto concluímos que, apesar de terem já passado 6 dias desde o inicio dos sintomas, a Rita irá permanecer mais uns dias em casa até estar completamente curada para não ter qualquer recaída e para não representar qualquer risco de contágio na população do colégio (colegas, professores, auxiliares, etc.). E assim ultrapassámos uma situação grave mas totalmente controlável e gerível, haja bom senso e sobretudo, não negligenciando ou mascarando os sintomas. |